11 fevereiro 2006

Insônia


A fresta de luz que entra pela minha janela é testemunha das minhas noites maldormidas,
e o ruído dos trens que brincam nos trilhos distantes preenche a tarde longa e inquieta que ainda habita em mim.
Essa fresta de luz é o meu pensamento aceso divagando sobre conversas do dia ou em sonhos que sonho acordado e que nunca se realizarão.
Essa fresta de luz é uma fogueira que me queima toda noite e lembra que o tempo urge e eu ainda não me encontrei.


Poesia: Insônia - Silvio Vinhal
Ilustração: Colagem do mesmo autor

4 comentários:

Anônimo disse...

Afffffffffe! Essa luz me toca, também!
Enfim... é a vida!

Te amo, lindoooooooooooooo!

Beijos!

Bethel disse...

Anônima não! Eu, Bethel, quem disse! rrsssss!
Beijoooooooos

Willy disse...

Essa luz entra sempre , vejo minha alma refletida diante dos meus olhos quando acontece.
Te amo meu irmão
beijos

Wolney Fernandes disse...

Da janela do meu quarto sempre vejo a lua pelas frestas da persiana. O brilho da cidade misturado ao brilho do luar iluminam meus pensamentos na madrugada. Bendita insônia(!) que permite que eu as veja e sinta.

Lindo texto, bela imagem!
Cada vez que volto aqui me surpreendo com a beleza que emana de ti.
Beijos matutinos.