Registro quixotesco de um romântico do século XXI. Imagens, poemas e pensamentos nem sempre definitivos, mas sempre sinceros. Ofereço essa caixinha de gelatina, sabor fogo, mas é você quem decide se dela provará ou não. (Obs: Imagens,textos ou partes podem ser reproduzidos, desde que citada a autoria)
19 dezembro 2014
08 março 2014
24 outubro 2013
30 março 2013
Páscoa = Passagem
foto: Avi Abrams
Um dia eu virei as costas para a
dor e para a cruz. Entendi que a “civilização da culpa” era apenas uma forma de
coerção mental, de submissão doutrinária. Não nego que tenha tido sua
importância, a princípio, na minha formação. Porém, libertei-me de seus jugos
gradualmente. Não deixei de ser cristão, só deixei de ter religião. Adotei um
Cristo vitorioso, ressuscitado, imerso em luz e energia boas, em alegria e em
perdão.
Sempre entendi e usei a Páscoa em
seu sentido mais literal de passagem, de purificação (mais mental e espiritual
que física). Sempre saí renovado, de fato. Hoje, conversando ao telefone com um
amigo ele me disse algo do tipo: “me
olhei no espelho e me perdoei em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo”.
Talvez esse seja o verdadeiro
ritual que devemos fazer na Páscoa. Nos perdoar, íntima e sinceramente.
Entender que não necessitamos dar conta de tudo que se nos apresenta. Ter
consciência da nossa ínfima importância diante do universo.
Pra quê carregar tanto ódio,
tanta culpa, tanto fardo pesado, tanta inconformidade com nós mesmos?
Inconformidade que se reflete nos outros, e se torna ódio e culpa que o tempo
inteiro geramos também no outro?
Uma das cerimônias da religião
católica que mais gosto é a da quarta-feira de cinzas. Porque “a coisa mais
certa de todas as coisas” é que “somos pó e ao pó voltaremos”. Mentalmente,
sempre que envaideço-me um pouco por algum elogio (principalmente por autoelogios)
faço a imagem mental de estar nu, com a cabeça raspada, deitado sobre a terra
numa atitude de entrega. Sou pó, e ao pó eu volto sempre para me lembrar que
nada sou.
E ao me permitir ser “nada” me
desobrigo dos meus fardos, dos meus pesos, dos meus ódios, das minhas culpas e
dos meus medos. Faço assim minha passagem para ser um ser mais leve. O mais
próximo, talvez, que eu posso estar desse Jesus ressuscitado que eu ainda trago
em mim.
Enquanto nós nos entupimos de
chocolate e bacalhau, sem saber muito bem o motivo, uma parte de mim quer
urgentemente desejar a todos que eu amo, e a todos que estiverem atentos, que
simplesmente passem, transponham, se transfigurem e ressuscitem de si mesmos.
O inimigo – que às vezes somos
nós mesmos, assim como a dor, a morte e a tristeza só permanecem em nós
enquanto permitimos.
Feliz Páscoa! Feliz Passagem!
Por Silvio Vinhal
26 janeiro 2013
FELICIDADE
Felicidade é gostar daquilo que se tem. É algo presente, não futuro.
É olhar pra você mesmo, pra sua família, seu mundo e dizer: sou feliz por estar aqui, ser a pessoa que sou.
Quando colocamos a felicidade no futuro, de certa forma - perdemos a rédea desse sentimento.
Podemos desejar coisas, claro. Imaginar que determinada coisa pode nos fazer "mais felizes", mas é preciso ser feliz agora, porque o agora é a única coisa concreta que temos.
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19 dezembro 2012
A VERDADE SOBRE O FIM DO MUNDO
Pois é, pessoal, o
mundo acaba na sexta-feira, dia 21 de dezembro de 2012, e eu queria dizer que
foi bom enquanto durou. Quero agradecer a todos que colaboraram para que eu
fosse tão feliz, em toda a minha vida. Porque se tem uma coisa que tenho
certeza é de que sou um cara feliz, e sempre fui. “Sou alegre, sou triste, mas sempre fui feliz”,
já registrei em letra de música.
Nesses tempos de fim de
mundo o que mais me chama a atenção é a perpetuação da nossa rotina, a
descrença com que todos nós encaramos a “possibilidade do fim”.
Não acredito que o
mundo vá realmente acabar, mas... e se fosse verdade? Será que em ninguém
pintou um real sentimento de que – dessa vez – poderia ser verdade? E
aí? Ninguém fez nada? Ninguém priorizou um encontro com a(as) pessoa(as)
amadas? Ninguém resolveu cometer uma loucura? Realizar um prazer para o qual
antes não se tinha coragem?
Sim, continuamos a ir
para o trabalho, ainda que o achemos enfadonho, continuamos a manter os nossos
relacionamentos, ainda que não estejam tão bem assim e não sejam como
imaginamos, continuamos a perder o nosso tempo nos deslocamentos de trânsito
cada dia mais caóticos, impossíveis e cruéis.
Conclusão: Não estamos preparados
para o fim do mundo, por isso ele não pode ainda acabar. A grande verdade que
transparece é que - não estamos preparados para viver.
Continuamos desprezando
e mantendo em segundo, terceiro ou quarto plano aquilo que é essencial para o
ser humano. O que fazemos, diariamente é desprezar a nós mesmos, vilipendiar os
nossos desejos e o nosso próximo.
E a grande verdade que
nunca se calou é que o mundo, para qualquer um de nós pode se acabar – sem aviso
nenhum – no próximo segundo.
A vida é frágil!
Não
sabemos como conduzi-la, não sabemos como cuidá-la, não sabemos como
aproveitá-la melhor – e pelo amor de Deus, não entendam que aproveitar a vida
seja tornar-se um aproveitador do esforço e do trabalho alheio. Sejamos seres
humanos autossustentáveis.
Vivemos para a
felicidade. Porém, há que se entender que felicidade é gostar do que se tem,
gostar do momento presente. Não há felicidade possível no futuro, porque o
futuro não existe. O futuro, e a grande verdade diária que se nos impõe é que o
mundo, para qualquer um de nós, pode acabar no momento seguinte. Hoje.
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31 maio 2012
PIZZA
Que tal uma PIZZA ?
Música minha para o poema "O que se perde" - nova parceria com o poeta Fábio Rocha. Conheça mais em:
http://www.poesiaspoemaseversos.com.br/o-que-se-perde/
28 março 2012
Luiz Gonzaga - Centenário
Nesse vídeo, interpreto a canção "Assum Preto" em homenagem ao centenário do nosso saudoso Luiz Gozaga, o rei do baião. Composição de Humberto Teixeira.
* essa postagem, bem como o vídeo não têm fins comerciais.
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silvio vinhal
17 março 2012
Brasília
"Gosto de Brasília, mas é uma cidade que me causa gastrite. A todo momento vemos um retrato do Brasil escancarado à nossa frente, com tudo que há de bom e de ruim convivendo lado a lado.
As mazelas da cidade e o descaso com a população de uma forma geral (faltam calçadas, sombra para caminhamento, um bom serviço de transporte e, principalmente, interesse em resolver os problemas de saúde, transporte, educação, moradia).
Tão perto do poder, e ao mesmo tempo tão desprezada. Brasília é um retrato fiel do Brasil e nos lembra a todo momento o quanto estamos longe de nos tornarmos uma civilização melhor e mais justa - embora sua história lembre-nos, também, que é possível." Silvio Vinhal
Empenho e Coragem
"Quando muito jovens, muitas vezes não temos rumo, ou recursos.
Quando muito velhos, geralmente falta energia, embora abunde experiência.
Então, quando estamos no meio do caminho é hora de nos empenharmos ao máximo para realizar e tocar adiante todos os projetos que foram ficando ao longo da vida.
Aí, o que sobra, muitas vezes é ansiedade, mas o que não pode faltar é empenho e coragem."
Silvio Vinhal
Diversidade
"Quem não entende a diversidade do mundo, não entende os planos de Deus!
Nada há no universo que seja uma cópia exata de outra coisa. Tudo é único e especial.
Quem despreza aquilo que não entende é insensível para apreciar o dom mais precioso que existe em si e nos outros seres, a vida!" Silvio Vinhal
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12 janeiro 2012
Loucura
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17 novembro 2011
08 novembro 2011
DESCOMPASSO (Geografia) - Divulgação
7 bilhões de habitantes, redes de comunicação hiper-conectadas em tempo real e integral, e ainda nos sentimos sós.
Nem a "iminência do apocalipse anunciado serve de alento pra essa rotina amarga que se perpetua..."
Mais do que nunca é tempo de construirmos pontes reais com o outro. Pontes que começam com um simples olho no olho na hora de dizer e responder a um "bom dia".
Se não dermos conta das coisas simples, jamais conseguiremos solucionar as coisas mais complexas.
Música para incomodar e fazer refletir.
06 novembro 2011
Gato de Alice (Divulgação)
Siga esse link para ouvir a música Gato de Alice / Silvio Vinhal
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