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12 janeiro 2012

Loucura



Penso que todos somos loucos. O que acontece é que escolhemos conviver com aqueles loucos que se parecem mais conosco. Daí, estranhamos a “loucura” do outro, sem perceber ou aceitar a nossa própria. Não há o que fazer, embora seja irônico, esse foi o preço cobrado pela evolução da espécie.

fonte imagem:
http://bezerravideoseaudios.blogspot.com/2011/01/n67-loucura-vida-somente-vida-producao_08.html

18 junho 2011

Simplesmente seja você mesmo!

Simplesmente seja você mesmo. Não deveria ser difícil, mas é. Difícil, mas não impossível. E absolutamente necessário. Sua cor, sua matiz, seu jeito de ser, de pensar, seu jeito de existir no mundo são únicos e imprescindíveis. Nunca houve alguém igual a você e nunca haverá outro igual. Não foi à toa que Deus colocou no homem um umbigo. O nosso umbigo é o centro do universo. É essa a posição que cada ser ocupa no universo, o centro. Donde se pode supor que cada mundo é “concebido” segundo a nossa imagem e semelhança.

Ser você mesmo implica em aceitar suas diferenças. Implica em perceber suas imperfeições, respeitá-las, tomá-las como medida para encarar o mundo. Aprender a rir das suas mazelas, ser complacente e bondoso com aquilo que é falho em você. Aceitar-se como uma rica e bem sucedida experiência vital de superação, de conquista do universo e da vida em sua plenitude. Aceitando a si, como ser imperfeito e ainda assim belo e essencial, fica mais fácil reconhecer o outro, apesar da imperfeição contida no outro, também.

Sim, todos nós somos seres imperfeitos e ainda assim essenciais, belos, únicos, raros. Sim, todos nós merecemos o melhor que a vida tenha a nos oferecer. Sim, todos nós merecemos compartilhar com nossos semelhantes um pouco de afeto, carinho, alegria e ricas experiências de vida.

Sim, todos nós somos seres mutantes, portadores do certo e do errado, indistintamente confusos, prolixos às vezes, seguimos sem saber quando o certo é certo, quando o errado é errado, quando o errado é certo e quando o certo é errado.

Seja leve consigo mesmo. Ria da sua “triste figura”. Isso, com certeza, vai aliviar um peso enorme da sua alma e, também, da vida das pessoas que convivem com você. Ria de você mesmo na frente do espelho. Ria do seu pé chato, do seu nariz de batata, da sua forma de pêra, ou de espanador da lua. Ria de seus dentes tortos de seus olhos meio vesgos, da sua sobrancelha de taturana, ou da falta delas. Permita-se rir de si mesmo. Admita que um dia tudo isso vai virar inevitável pó. E cuide daquilo que realmente vale a pena. O ser que mora em você! A sua alma, essencial. Tudo o mais é apenas um risco, um corisco, um relâmpago, que no segundo seguinte se apagará.