Registro quixotesco de um romântico do século XXI. Imagens, poemas e pensamentos nem sempre definitivos, mas sempre sinceros. Ofereço essa caixinha de gelatina, sabor fogo, mas é você quem decide se dela provará ou não. (Obs: Imagens,textos ou partes podem ser reproduzidos, desde que citada a autoria)
17 março 2012
Brasília
28 outubro 2011
Será ?
21 outubro 2011
Deixar o mundo melhor depois que eu passar
Deixar o mundo melhor, depois que eu passar. Acho que muito cedo na minha vida eu cheguei a essa máxima. Nunca almejei ser só mais um na multidão, passar despercebido, curtir a vida ao máximo, sem compromisso com os outros. Nunca pensei estar no mundo para ser servido. Minha condição social, inferior, redimida gradualmente graças ao trabalho e principalmente ao estudo, colocou em cada prateleira os valores de respeito ao meu próximo, e uma consciência de justiça social que passou a ser o meu referencial para me mover no mundo. Acho que tem dado certo. Levei a sério aquela história de escrever o livro, plantar uma árvore... fiz até um pouco mais que isso.O livro ainda não publiquei, é verdade. As árvores que plantei, hoje estão por aí entregues à própria sorte. Algumas sobreviveram, tenho certeza, e alguma contribuição devem estar dando à paisagem, e até para diminuir o efeito estuda (assim espero). Mas é pouco, quero fazer muito, muito mais. Hoje quero plantar ipês, primaveras, flamboyants, e mais uma multidão de árvores frutíferas e florais. Gosto de ver árvores carregadas de flores, ou de frutas, assim como gosto de ver arvores “caducas”, sem folhas no período de inverno, exibindo seus galhos bifurcados contra o céu. Talvez até pelo contraste, e por saber que ali, apesar de parecer o contrário, há muita vida e resistência, seja contra o frio ou contra a seca.
Fico triste quando vejo pessoas atirando coisas na rua, quando saem da sala de cinema sem carregar o seu próprio lixo, quando passam pelas pessoas que cuidam da limpeza e os tratam com desprezo, como se não existissem. São pagos pra fazer o serviço sujo, com certeza, mas são pessoas que merecem o nosso maior respeito e consideração, e também, alguma ajuda. O que custa cuidar do meu próprio lixo, contribuir um pouquinho e tornar a vida de todo mundo, muito melhor ? Essa lição, lembro-me bem o dia em que aprendi. Eu vinha do interior de Minas e já era universitário em Goiânia. Estava na rua com um colega, e num dado momento acho que ele chupou uma bala e guardou o papel no bolso, para não jogar na rua. Na hora eu achei aquilo estranho, mas entendi que era EDUCAÇÃO. Aprendi a lição para nunca mais esquecer.
Outro dia, conversando com uma amiga jornalista, culta, ela se espantou quando eu mencionei que achava um absurdo as pessoas jogarem papel higiênico diretamente no vaso sanitário. Será que essas pessoas nunca pararam para pensar que aquilo vai virar um grande problema lá na frente, entupindo canos de esgoto e poluindo córregos e rios? E pensar que aqui em Brasília, no banheiro de um grande shopping, há um cartaz pedindo: “Por favor, jogue o papel no vaso”. É um absurdo.
Para viver bem, precisamos ocupar o nosso espaço com parcimônia, porque o dividimos com milhares de pessoas. Não basta pensar no hoje, porque tem coisas (como árvores, por exemplo) que só darão sombra e fruto daqui há muitos anos. Não dá pra fechar os olhos e viver apenas pra nós mesmos uma vida auto-centrada, mesquinha e egoísta, por mais que o mundo nos induza a viver assim, precisamos resistir.
Eu quero deixar o mundo melhor depois que eu passar por ele, e quero fazer isso sem visar nenhum lucro. Apenas por agradecimento àqueles que fizeram dele um lugar melhor para eu viver, e em respeito aos que virão depois de mim. (republicação)
29 janeiro 2008
Deixar o Mundo Melhor, Depois que Eu Passar
Deixar o mundo melhor, depois que eu passar.Acho que muito cedo na minha vida eu cheguei a essa máxima. Nunca almejei ser só mais um na multidão, passar despercebido, curtir a vida ao máximo, sem compromisso com os outros. Nunca pensei estar no mundo para ser servido. Minha condição social, inferior, redimida gradualmente graças ao trabalho e principalmente ao estudo, colocou em cada prateleira os valores de respeito ao meu próximo, e uma consciência de justiça social que passou a ser o meu referencial para me mover no mundo. Acho que tem dado certo. Levei a sério aquela história de escrever o livro, plantar uma árvore... fiz até um pouco mais que isso.
O livro ainda não publiquei, é verdade. As árvores que plantei, hoje estão por aí entregues à própria sorte. Algumas sobreviveram, tenho certeza, e alguma contribuição devem estar dando à paisagem, e até para diminuir o efeito estuda (assim espero). Mas é pouco, quero fazer muito, muito mais. Hoje quero plantar ipês, primaveras, flamboyants, e mais uma multidão de árvores frutíferas e florais. Gosto de ver árvores carregadas de flores, ou de frutas, assim como gosto de ver arvores “caducas”, sem folhas no período de inverno, exibindo seus galhos bifurcados contra o céu. Talvez até pelo contraste, e por saber que ali, apesar de parecer o contrário, há muita vida e resistência, seja contra o frio ou contra a seca.
Fico triste quando vejo pessoas atirando coisas na rua, quando saem da sala de cinema sem carregar o seu próprio lixo, quando passam pelas pessoas que cuidam da limpeza e os tratam com desprezo, como se não existissem. São pagos pra fazer o serviço sujo, com certeza, mas são pessoas que merecem o nosso maior respeito e consideração, e também, alguma ajuda. O que custa cuidar do meu próprio lixo, contribuir um pouquinho e tornar a vida de todo mundo, muito melhor ? Essa lição, lembro-me bem o dia em que aprendi. Eu vinha do interior de Minas e já era universitário em Goiânia. Estava na rua com um colega, e num dado momento acho que ele chupou uma bala e guardou o papel no bolso, para não jogar na rua. Na hora eu achei aquilo estranho, mas entendi que era EDUCAÇÃO. Aprendi a lição para nunca mais esquecer.
Outro dia, conversando com uma amiga jornalista, culta, ela se espantou quando eu mencionei que achava um absurdo as pessoas jogarem papel higiênico diretamente no vaso sanitário. Será que essas pessoas nunca pararam para pensar que aquilo vai virar um grande problema lá na frente, entupindo canos de esgoto e poluindo córregos e rios?
E pensar que aqui em Brasília, no banheiro de um grande shopping, há um cartaz pedindo: “Por favor, jogue o papel no vaso”. É um absurdo.
Para viver bem, precisamos ocupar o nosso espaço com parcimônia, porque o dividimos com milhares de pessoas. Não basta pensar no hoje, porque tem coisas (como árvores, por exemplo) que só darão sombra e fruto daqui há muitos anos. Não dá pra fechar os olhos e viver apenas pra nós mesmos uma vida auto-centrada, mesquinha e egoísta, por mais que o mundo nos induza a viver assim, precisamos resistir.
Eu quero deixar o mundo melhor depois que eu passar por ele, e quero fazer isso sem visar nenhum lucro. Apenas por agradecimento àqueles que fizeram dele um lugar melhor para eu viver, e em respeito aos que virão depois de mim.
25 janeiro 2008
O Bloco dos "Sem Nada"
Há pessoas que vivem sem poesia nenhuma, sem música, fazem cara feia pras artes, teatro, detestam cinema, não gostam de ler. Fico pensando em que mundo elas vivem, qual o sentido da vida então, se não dá pra desfrutar um pouquinho, respirar, curtir a manifestação do belo e crescer por ele, e através dele?
Atenção! Citei o belo, mas alerto que as artes plásticas há muito tempo já deixaram de viver apenas dele. Vejo as artes plásticas como uma região de fronteira, que pra mim anda a par e par com a ciência. Sabe por quê? Porque a arte nos prepara para viver o futuro. Quando os artistas “modernos” fizeram a ruptura que originou todos os movimentos artísticos que vivenciamos no pós-guerra, estavam nos preparando para a era tecnológica que viria a seguir. O cubismo (e os outros ismos) nos prepararam para viver essa vida fragmentada de internet que salta de um nó a outro, de tela pra tela, tv a cabo com direito a zil canais e muito zap e zap e zap, dois telefones celulares tocando ao mesmo tempo em que estou ligado no orkut, no msn, no gtalk, no skype, e também no telefone fixo.
A Boca do Abismo que Engole Tudo
Já reparou que a cada dia estamos acrescentando novas “letras” ao nosso alfabeto? Tudo bem, não são exatamente “letras”, são símbolos mais parecidos com ideogramas, mas têm a mesma função. São ícones que usamos para identificar coisas, tal como os sinaizinhos do seu computador ai na barra de ferramentas. Já imaginou ter que alfabetizar alguém e depois ensinar também cada um desses símbolos novos que se multiplicam a cada dia, indefinidamente? Pois é... Essas coisas nos distanciam cada vez mais daqueles que não têm acesso à educação e à informatização. Não sei aonde chegaremos com tamanho abismo. Será que um dia conseguiremos minimizá-lo, ou ele vai crescer e crescer até nos abocanhar?
Quem não tem educação na idade certa (ou errada mesmo), quem mal tem dinheiro pra comida e pra se vestir, como é que vai pensar em arte, viver de arte? E lá se vai a boca do abismo se abrindo a ponto de nos engolir, como aquele buracão do metrô lá em São Paulo, que ameaçou engolir um pedaço da cidade, e engoliu.
Revolução IndustrialRevolução Industrial
Quando esse turno de 8 horas foi estabelecido, há muitos anos atrás, foi uma conquista, com certeza, mas hoje ele é absurdamente escravagista, pois nossas cidades cresceram muito e a maior parte da população operária e trabalhadora foi expulsa para as periferias, tendo que se deslocar a grandes distâncias para cumprir sua jornada de trabalho. Se trabalham 8 horas e gastam no mínimo 2 horas por dia de deslocamento, que tempo sobra para as outras coisas? Teoricamente seriam 8 horas pra dormir, e aí já se somam 18, sobram 6, se considerarmos que um turno escolar dura no mínimo outras 4 horas, sobrariam 2 horas para os outros deslocamentos, para tomar banho, para comer e para o lazer. Ou seja... Para o pobre ter acesso à arte e à educação, ele tem que, no mínimo, deixar de dormir. Na verdade isso já acontece, os trabalhadores de classe mais baixa dormem cada vez menos. As conseqüências disso são deficiências no aprendizado, apatia diante da vida e um número maior de acidentes de trabalho.

Angel Boligan - efeito estufa
Efeito Estufa
Vivemos em cima de um barril de pólvora prestes a explodir. Não dá para ver só um lado da equação, pois todas as pontas estão ligadas. Há pessoas que vivem sem poesia nenhuma, sem música, nunca tiveram acesso às artes, ao teatro, desconhecem cinema, não aprenderam e nem sabem se gostam de ler, e se as coisas continuarem assim, sejamos realistas, nunca saberão.
Empresários e políticos, que podem mudar essas coisas, não se mexem. Não enxergam que os tempos são outros, e que é preciso afrouxar um pouco os laços, abrir um pouco os cofres, sob a pena de, em muito pouco tempo, não poderem desfrutar das suas benesses e privilégios. Vivemos tempos de menos ostentação, precisamos nos preparar para um “boom” cada vez maior de pessoas que simplesmente não terão trabalho. Precisamos nos preparar também para o crescimento da população idosa, mas isso já é um outro assunto. O planeta está esquentando, e não é apenas por causa do efeito estufa.
Angel Boligan – Caricaturista Mexicano nascido em 1965.
http://www.lajiribilla.co.cu/2005/n204_04/204_29.html
Cubismo
http://www.mac.usp.br/projetos/seculoxx/modulo1/construtivismo/cubismo/index.html
História da Justiça e do Direito do Trabalho


