Mostrando postagens com marcador alma. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador alma. Mostrar todas as postagens

13 outubro 2011

FORMAS DE AMAR

Quem ama o corpo ama o momento, é como o incêndio vermelho
de um sol derradeiro que agoniza no céu.

Quem ama a mente recebe as águas de um rio límpido e inesgotável
que se renova e cumpre a missão de saciar a sede humana.

Quem ama o ser que mora no outro é parte do sol que incendeia,
é parte do rio que nutre a alma, completa a constelação de estrelas eternas,
e tudo ao mesmo tempo sente e partilha, num fogo que consome e cria.

Poesia: Formas de Amar e Gravura: Tempo I - Autoria: Silvio Vinhal

18 junho 2011

Simplesmente seja você mesmo!

Simplesmente seja você mesmo. Não deveria ser difícil, mas é. Difícil, mas não impossível. E absolutamente necessário. Sua cor, sua matiz, seu jeito de ser, de pensar, seu jeito de existir no mundo são únicos e imprescindíveis. Nunca houve alguém igual a você e nunca haverá outro igual. Não foi à toa que Deus colocou no homem um umbigo. O nosso umbigo é o centro do universo. É essa a posição que cada ser ocupa no universo, o centro. Donde se pode supor que cada mundo é “concebido” segundo a nossa imagem e semelhança.

Ser você mesmo implica em aceitar suas diferenças. Implica em perceber suas imperfeições, respeitá-las, tomá-las como medida para encarar o mundo. Aprender a rir das suas mazelas, ser complacente e bondoso com aquilo que é falho em você. Aceitar-se como uma rica e bem sucedida experiência vital de superação, de conquista do universo e da vida em sua plenitude. Aceitando a si, como ser imperfeito e ainda assim belo e essencial, fica mais fácil reconhecer o outro, apesar da imperfeição contida no outro, também.

Sim, todos nós somos seres imperfeitos e ainda assim essenciais, belos, únicos, raros. Sim, todos nós merecemos o melhor que a vida tenha a nos oferecer. Sim, todos nós merecemos compartilhar com nossos semelhantes um pouco de afeto, carinho, alegria e ricas experiências de vida.

Sim, todos nós somos seres mutantes, portadores do certo e do errado, indistintamente confusos, prolixos às vezes, seguimos sem saber quando o certo é certo, quando o errado é errado, quando o errado é certo e quando o certo é errado.

Seja leve consigo mesmo. Ria da sua “triste figura”. Isso, com certeza, vai aliviar um peso enorme da sua alma e, também, da vida das pessoas que convivem com você. Ria de você mesmo na frente do espelho. Ria do seu pé chato, do seu nariz de batata, da sua forma de pêra, ou de espanador da lua. Ria de seus dentes tortos de seus olhos meio vesgos, da sua sobrancelha de taturana, ou da falta delas. Permita-se rir de si mesmo. Admita que um dia tudo isso vai virar inevitável pó. E cuide daquilo que realmente vale a pena. O ser que mora em você! A sua alma, essencial. Tudo o mais é apenas um risco, um corisco, um relâmpago, que no segundo seguinte se apagará.

23 setembro 2009

A ALMA DO ARTISTA

Eu fui alfabetizado pela Bibi Ferreira e pela "mão amiga", via televisão, e cresci com as peripécias da brilhante Emília feita pela Dirce Migliaccio, que deu alma à criação de Monteiro Lobato. Hoje o céu está em festa! Emília está se encontrando com o eterno Visconde de Sabugosa (André Valli) e com a Dona Benta (Zilka Salaberry).

















20 janeiro 2008

O toque de Deus, o toque do homem

Toco na tela e tudo muda...
Aqui do "alto" dos meus 44 anos eu aprendi a olhar o mundo de um jeito muito diferente de quando eu tinha menos idade.
Aprendi a ver Deus como um ser que também evolui, e que considero um amigo muito próximo, tão próximo que posso conversar com Ele de dentro da minha cabeça.
Esta semana assisti à peça "A Alma Imoral", da Clarisse Niskier, texto adaptado do livro homônimo do rabino Nilton Bonder. Um espetáculo maravilhoso que recomendo a todos os mortais, principalmente aqueles que entendem (ou querem entender) que pra viver precisamos entender quando o "certo é certo, quando o errado é errado, e sobretudo, quando o certo é errado, e o errado é certo". Com certeza, nesse mundo maluco e cada vez mais rápido em que vivemos, isso é algo fundamental.
Não existem bem e mal absolutos, muitos menos certo e errado absolutos. O que existe é nossa luta pela sobrevivência e superação. Tem muita gente que não se liga nisso, acha que é assunto pra malucos, mas esse espetáculo fez link com os meus estudos de mestrado, tocando no assunto do mutante e consequentemente, no assunto da era pós-humana, essa em que vivemos, e que pouca gente sabe também.
Do ponto de vista pessoal, daquilo que o espetáculo mexeu na minha consciência, fiquei feliz por ver que tenho dosado "traição e tradição" de um jeito bacaninha na minha vida. Tudo que eu desejo às outras pessoas.
Ser feliz consigo mesmo, no entanto, não é sinônimo de estar acomodado. Pelo contrário, entrei 2008 incomodadíssimo comigo mesmo, querendo brotar, lançar folhagens novas no espaço, enfim recuperar o "eu que mora dentro de mim" e que andou um pouco embotado nas lutas pela sobrevivência. Será que consigo ? Espero que sim, amigos e pessoas queridas nessa torcida, graças a Deus tenho muitos. Já é um ótimo começo (ou recomeço).
Entre as coisas que decidi, pra botar minha cara no mundo, foi voltar a escrever nesse blog, que passa agora a ter um outro formato, diferente do proposto inicialmente que era pra ser um blog de poesias. Agora vai ser um blog de vida mesmo, com tudo ao mesmo tempo agora, aliás, como eu gosto.
Espero assim conseguir, inclusive, estabelecer novos contatos.
Vamos ver o que acontece quanto toco a tela... se ela muda mesmo.
Feliz 2008 pra todos nós.
* http://www.almaimoral.com/ - Link da Peça

08 março 2006

Refúgio

Olhei pela vidraça dos meus olhos o horizonte longe, lá fora.
Cerrei sobre ela as cortinas do tempo, pálpebras cansadas do agora.
Abri a porta da minh´alma ao gritos ansiosos do lamento.
Deixei que fosse embora a esperança, ficando vazia a sala do meu sentimento.

Em desespero refugiei-me no quarto escuro
da saudade antiga,
da saudade passageira,
da saudade extinta.

Longos corredores,
labirintos,
portas fechadas,
loucura.

Poema: Silvio Vinhal Ilustração: Gravura do mesmo autor